O seridoense Moacy Cirne, autor de vários livros sobre histórias em quadrinhos e um dos fundadores do poema-processo - movimento artístico-literário expandido no Rio de Janeiro durante a década de 1960 -, publicou o poema Alquimia, escrita pertinente ao blog HF diante do espelho, em seu Balaio Porreta n° 2559; conjuntamente com textos das poetisas Julia Duarte, Vivi Fernandes de Lima, e “avisos” difundidos na Rádio Rural de Caicó-RN nos anos de 1970 e reunidos por Celso da Silveira (in Tempo de rir, 1984).
Aproveito a ocasião para informar que o texto Alquimia também fora postado pelo psicanalista e poeta-trovador Marcelo Novaes, autor do livro Cidade de Atys (Ateliê Editorial: 1998), em bate-papo literário em O lugar que importa.
Indico a leitura do Balaio Porreta a todos os amigos que visitam o Novidades & Velharias; e agradeço ao Moacy Cirne, bem como ao escritor Marcelo Novaes, por tão especial e delicado gesto.
Dei-te rosas.
Dei-te ventos em procissão.
Dei-te a primavera:
A lâmpada, louca, cega;
Vela de contemplação.
Dei-te o mar.
Dei-te beija-amores.
Dei-te estrelas na tarde.
Dei-te riso, siso, fabuladores...
Dei-te especiarias:
ouro, prata, cristal, pedrarias.
Dei-te cada flor-metal em romaria.
E meu pranto quieto, inquieto,
transmutado em alquimia:
