
Convido a todos a lerem a matéria no Rastro da Educação:
E, despeço-me com um dos poemas da Taninha Nascimento postado em seu espaço poético intitulado No rastro da poesia. Taninha, receba o meu abraço e sinceros agradecimentos!
Eu suspiro na calma do desespero,
no frescor das lavas
e nas guerras de bandeiras brancas.
no frescor das lavas
e nas guerras de bandeiras brancas.
Quando o sol nasce a oeste
e o passado pôde ser previsto
e as estrelas ressuscitadas,
e o passado pôde ser previsto
e as estrelas ressuscitadas,
o silêncio me indaga
gritando aos quatro ventos:
- Você pode escutar?
gritando aos quatro ventos:
- Você pode escutar?
Há calor no iceberg de jade.
Alegria nas piores dores
e nos infelizes.
Alegria nas piores dores
e nos infelizes.
O absurdo toma forma;
contorna, adorna e colore
as mais absolutas impossibilidades.
contorna, adorna e colore
as mais absolutas impossibilidades.
E - neste momento -
todos os meus ais de lamento
dão lugar a inimaginável esperança.
todos os meus ais de lamento
dão lugar a inimaginável esperança.
(Taninha Nascimento, 02 ago. 2008).
Taninha, minha “Amiga”,
ResponderExcluiragradeço muitíssimo o seu belo gesto em difundir essas “Cordas de correspondência” n'Rastro da educação.
Precisamos, cada dia mais, aumentar possibilidades de entendimento de nossos valores, especificamente sobre os padrões de criação.
O grande instrumento e produto cultural humano é a linguagem. Linguagem que, segundo Vygotsky, se constrói em caráter de mediação entre os homens.
Por que, então, se perde tanto tempo tentando rotular o que é, ou não é literário? O que é digno ou não de apreciação? (Tenho refletido bastante...).
Em minhas experiências de leitura e estudos, tenho observado que aquilo que se nomeia como bom, útil ou digno de apreciação está inteiramente relacionado às expectativas e experiências de leitura de certos grupos de pessoas; que, evidentemente, possuem seus critérios de análise, de identificação.
Porém, será que esses valores devem ser extensivos a todos os grupos e subgrupos sociais? Será que são condizentes com as experiências de leitura e escrita de todos?
É preciso que se pense nisso... pois aquilo que nos parece bom, útil, formador... pode não representar nada para o nosso vizinho, pois não expressa a sua verdade. O perigo da imposição, como em outras áreas da vida humana, acaba provocando a formação de um discurso ideológico que, por sua vez, legitima os valores de um grupo privilegiado de pessoas. É nesse terreno que a “Educação”, como prática social intencionalizada, cada vez mais deve atuar; propondo estratégias que minimizem a formação de discursos lacunares e legitimadores que escondem, no próprio cerne, os reais motivos de sua existência.
Para mim, literatura é a palavra que se transfigura, que, portanto, consegue se desprender da lógica comum e sugerir outras realidades. Por isso, aprecio muito os simbolistas e todos aqueles que transfiguram a língua, recriando-a. Porém, esse é o meu conceito e gosto, é o meu ponto de partida. Mas é apenas “um” entre “tantos”, e, nesses tantos, como nos alerta o Cisco Zappa, pode haver ainda uma infinidade de possibilidades.
Por isso, acredito que formalidade e inovação podem caminhar juntas. Por que desperdiçar a herança cultural de nossos antepassados, se há na formalidade grande beleza poética? Por outro lado, por que não abrirmos portas para a reinvenção se a própria linguagem é algo vivo, cujo rio segue em fluxo contínuo?...
Bem... formalidade e inovação, ao meu modo de ver as coisas, não são antagônicas. O homem cria arte em poesia ao apresentar um novo olhar sobre as coisas, mesmo que utilize “ferramentas gastas”, isto é, velhos signos. O que muda é a sua compreensão, a visão de mundo que evolui e lhe permite perceber e explorar combinações que apontam à reinvenção.
Por isso, minha amiga, "que venham novos hálitos nos lábios dos Avulsos e más maneiras nos brados comprimidos encarcerados nos vãos do subterfúgio / que venham lâminas para cortar nós!...”
E que, nesse corte, nos tornemos abertos, pois o que não se pode mais aceitar é “a linearidade da opressão”.
Forte abraço, Taninha.
Hercília Fernandes.
(Comentário postado no blog No rastro da educação).
Amiga,
ResponderExcluira gratidão é minha pela oportunidade de crescimento que você me proporciona através de seus escritos.
Sim, a linguagem gera conhecimento e, isso já apartir da mais tenra idade. A linha pedagógica histórico-sociocultural a que Vygostky nos remete, comprova a importância desse grande intrumento.
Eu penso que cada célula da sociedade tem suas caracteristicas e saberes próprios e, é a partir desses saberes que outros serão construídos. O indivíduo reelabora seus saberes a partir de suas experiência e leituras de mundo, citando Paulo Freire.Se não for dessa maneira, tudo perde o sentido, por mais maravilhoso que possa ser o "com-texto", por exemplo.
É a linguagem que pruduz conhecimento. Seja falada, escrita, gestual, artística, enfim...
Ou seja, a comunicação é fator preponderante para que haja conhecimento. E, leitura e escrita são as chaves para abrir os portais da cultura, do saber.
Por isso nosso País precisa avançar - e muito - para modificar esse quadro de analfabetismo.
Grande beijo, abraço.
Taninha
Hercília, sinto-me orgulhosa desta conteporaneidade e interligações que voce e Tanibga fazem. Isto traz sabedoria e muito mais.
ResponderExcluirTaninha, que belo poema!!
Parabéns a ambas e aguardo novas interligações.
Beijos
Mirze
Ola, somos do blog Poemas e Poesias, gostaria de fechar parceria entre nossos sites,você colocaria nosso link na sua pagina e nós fariamos o mesmo, visando uma maior interação entre nossos leitores e autores.
ResponderExcluirhttp://poemasepoesias-blog.blogspot.com/
Aguardo resposta,desde ja agradeço, um bom inicio de semana.Abraços.
contatoblogagora@gmail.com
Bob
Um belo poema, sem dúvida!
ResponderExcluirCumprimentos meus
*Taninha,
ResponderExcluirbelas e esclarecedoras palavras, minha amiga. A educação precisa de pessoas apaixonadas pela formação humana como você.
*Mirze,
Esse poema da Taninha é mesmo lindo, uma inimaginável esperança que faz acontecer o "impossível crível". Obrigada, minha querida!
*Bob,
feliz com a sua visita, será um prazer interagir com o Poemas e Poesias. Já estive no espaço e adorei!
*Vieira,
contente com a sua vinda e comentário. Nossa querida Taninha, tenho plena certeza, ficará muito feliz com as suas palavras.
Forte abraço, amigos!
H.F.
Muito obrigado, e que lindo blog hein.
ResponderExcluirJa adicionei seu link em Poemas & Poesias, super abraço, e obrigado pela visita.
Primeiro:
ResponderExcluir"O absurdo toma forma;
contorna, adorna e colore
as mais absolutas impossibilidades"
A-do-rei!
Segundo:
Agradeço a referência ao link do meu blog. Retribuirei.
Finalmente:
Gostei do que vi e li.
Voltarei.
...Que por mim olhe o horizonte e beije o infinito da Guanabara!
*João,
ResponderExcluirseja muito bem vindo ao Novidades & Velharias. Belíssimo o seu comentário, a Taninha vai a-mar!
Beijos, querido poeta!
H.F.
Obrigada, Vieira calado.
ResponderExcluirConheci o seu trabalho através de Hercília.
Sou uma discreta fã, rss...
Gosto muito de sua poética.
Fiquei feliz com o comentário sobre o meu poema.
Um abraço, Taninha
Olá, João Videira.
ResponderExcluirÉ um prazer conhecê-lo através de Hercília.
Que bom que você gostou do meu poema! Fiquei feliz mesmo.
Um abraço,
Taninha