segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

INFORMATIVO: próxima matéria do Novidades & Velharias

LÍNGUAS QUE ROÇAM A LÍNGUA:
o fazer metalingüístico das vozes femininas na Blogosfera


RESUMO:

O artigo, conforme sugere o título, almeja apresentar - e refletir - alguns dizeres metalingüísticos nas obras das poetisas Graça Pires, Lou Vilela, Mariana Botelho, Mônica Amorim, Padmaya e Pavitra; cujas escritas propõem um diálogo dinâmico e participativo com o leitor acerca da língua, do emissor e dos estados emotivos experimentados pelo eu-lírico durante o fenômeno criador.




Nota
:

Texto em fase de conclusão, brevemente ao alcance dos leitores (por Hercília Fernandes).


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Crônica: AINDA OS TAMANCOS...


Esta semana li uma frase de Cecília Meireles (1901-1964), contida em uma das suas inúmeras crônicas de educação, que muito me sensibilizou. A autora, com seu jeito sincero de dizer as coisas certas nas horas incertas, fala-nos sobre a faculdade humana de conciliar extremos.

A mim, a frase parece por demais oportuna, visto que o momento é de conciliação e não de posições extremistas - apesar da existência de tantos "ismos" e "istas" circulando mundo afora...

Penso que, se cada um de nós tentar romper as fronteiras que separam gregos de troianos, o mundo seria mais colorido. Porém, estamos sempre tão preocupados em defender as próprias convicções, interesses... que esquecemos que, no outro lado da ponte, há também outras "verdades".

Bem... como é chegado o fim do ano, penso que é hora de começar a arrumar as prateleiras e a geladeira, os cômodos do quarto, a mesa, as cadeiras... e cingir os velhos retalhos daquela colcha de chenile. Rever as coisas esquecidas e os papéis empoeirados no fundo do baú. Enfim, é chegada a festa das gavetas! Abrir as janelas e deixar o sol arejar a casa.

É chegada a hora de calçar "novos tamancos". A vida segue seu fluxo e necessitamos de mais sapatos para calçar os acertos e desacertos, enganos e desenganos do novo ano. Para que possamos, sabiamente, compreender as coisas boas e más que se confrontam no cotidiano; sem, no entanto, perder de vista o ânimo, a serenidade, a tolerância, o bom humor...

Façamos como Cecília, busquemos a unidade do mundo!


"Vivo conciliando os contrários. Criando a unidade do mundo. Como os filósofos..."

(Cecília Meireles).


Nota:


* Texto de Hercília Fernandes publicado em HF diante do espelho, em 21 de dezembro de 2006.